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Moldar um futuro mais sustentável: como a Ford recicla modelos de carro em argila

Data de criação: 25 Outubro, 2016

Modelação em argila é uma das actividades favoritas de muitas crianças que podem criar, recriar e reciclar o material flexível ao longo de anos. Embora numa escala um pouco mais avançada, a Ford tem aplicado uma ideia semelhante com a argila que usa para modelar os futuros veículos: criar, recriar e depois reciclar, esta última até à quantidade de cerca de 2.250 quilos de argila por ano.

Mesmo com a adopção do design digital e das novas tecnologias, nada bate a construção de um modelo de veículo em argila em tamanho real. Estes modelos de barro continuam a ser uma parte importante do processo de design criativo da Ford, ajudando os projectistas a detectar problemas tanto no interior como no exterior do veículo.

“Estamos continuamente a ser influenciados pelas novas tecnologias, mas quando queremos ver as propriedades físicas no início do processo, ainda recorremos à argila”, disse Lloyd VandenBrink, gestor de modelagem na Ford Truck Studio, em Deaborn, Michigan, nos Estados Unidos. “Quando o projecto ainda está numa fase inicial, a argila permite comentários e opiniões imediatas muito necessárias para trabalhar em ambiente interactivo”.

Construir estes modelos exige grandes quantidades de argila. A Ford utiliza até 90 toneladas de barro por ano para construir modelos em tamanho real. Nenhum deste material era reutilizado no passado, mas nos últimos cinco anos a companhia recorre a uma máquina própria para reciclar mais de 9.000 quilos de argila e manter-se fora dos aterros – o equivalente aos exteriores de uma dúzia de modelos em tamanho real.

 

Inovando com materiais recicláveis

A maior parte do barro que a Ford recicla vem do processo de moagem, durante o qual os projectistas usam uma máquina para os ajudar a moldar a silhueta de um veículo. Uma vez que um simples grão de areia pode afectar a qualidade do acabamento de um modelo, apenas as aparas de argila que caiem nas caixas ao redor do veículo são recicladas.

Uma vez recolhidas, estas aparas de argila são colocadas na máquina de reciclagem – projectada para processar material de argila exclusiva da Ford e nada mais. A máquina compacta e agita o barro com várias laminas, sugando todo o ar para fora do material. A argila é depois passada por um bocal que é aquecido apenas o suficiente a projectar com a consistência adequada a que possa ser reutilizada.

Embora o processo de design tenha sido significativamente melhorado com o software digital e as novas tecnologias, o barro é ainda o melhor meio de abordar alterações ao design do carro. Com um modelo digital ou de pequena escala, há alguns aspectos que podem não bater certo, e os modelos construídos em argila em tamanho real ajudam a identificar problemas que de outra forma não seriam identificáveis – como questões relacionadas com a profundidade das linhas de cintura ou a resistência da capota do carro.

 

O papel da argila

Ultimamente, a argila é utilizada para complementar o processo de projecção. A Ford cria continuamente modelos em computador, moldando a superfície do projecto num modelo em barro, introduzindo alterações à mão antes de os analisar de novo em computador.

“Os computadores tendem a ter um fluxo de trabalho para um único utilizador, enquanto as intervenções nos modelos em argila tendem a ser mais participados”, disse VandenBrink. “Uma discussão em grupo é uma grande ferramenta para colaboração e consenso e os modelos de barro desempenham a mesma função com os projectos. Todos podem ver e explorar possibilidades, a par de uma maior possibilidade de se desenvolver um modelo visualmente espectacular”.

 

FACTOS INTERESSANTES:
Durante os últimos cinco anos, a Ford reciclou argila suficiente para encher mais de 26.000 latas de refrigerante de 33cl. A quantidade reciclada equivale grosseiramente ao peso de três elefantes asiáticos.

O sulfúreo era habitualmente um ingrediente importante na argila, mas era um elemento que se evaporava com o aquecimento do material e, eventualmente, levava ao mau funcionamento da electrónica. Em resultado, foi retirado do processo em 2000.

A argila que a Ford utiliza nas suas modelagens não contém efectivamente argila. É fundamentalmente uma combinação de ceras e óleos de enchimento, e não contém água como a indústria tradicional de argila faz.

Antigamente argila utilizada recorria à gordura de baleia até que a caça de baleias foi proibida.